Atividades de Geografia para o 3º ano do ensino médio



1- (UPE - 2014) A desregulamentação, que aumenta no mercado de trabalho brasileiro, faz crescer um fenômeno econômico que vem sendo bastante estudado pela Geografia Humana e Econômica. Com esse fenômeno, proliferam as pequenas empresas sem funcionários com vínculo empregatício que prestam serviços. De 2002 a 2008, esse fenômeno cresceu aproximadamente 22% nas regiões metropolitanas do país.

A que fenômeno estamos nos referindo?
a) Desqualificação Profissional
b) Crescimento do Setor Binário
c) Expansão da Terceirização
d) Desregulamentação Terciária da População Inativa
e) Globalização do Setor Secundário


2- (UPE - 2014) O texto a seguir apresenta uma afirmação separada da outra pela palavra PORQUE.

A maior parte da população economicamente ativa do Brasil, em suas diversas regiões, exerce atividades profissionais no Setor Primário PORQUE o ritmo de crescimento da população brasileira decresce, a população idosa aumenta de forma significativa e o país passa por uma fase de transição demográfica.

Assinale
a) se a afirmação é verdadeira e a razão uma afirmação falsa.
b) se a afirmação e a razão são verdadeiras.
c) se a afirmação é falsa e a razão uma afirmação verdadeira, mas que não justifica a afirmação.
d) se a afirmação e a razão são falsas.
e) se a afirmação é verdadeira e a razão uma afirmação também verdadeira e justifica a afirmação.

3- (UCPEL-2013) O IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, foi criado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e é calculado para diversos países desde 1990. O índice varia de 0 a 1, sendo que quanto mais perto de 1, maior é o desenvolvimento humano, ou seja, a qualidade de vida medida do país ou do local onde é calculado com base em indicadores.

Analise as seguintes afirmativas sobre o IDH.

I. O IDH é calculado em função da média de três componentes: fertilidade, educação e renda do chefe do domicílio.
II. O indicador do nível educacional do IDH é medido por uma combinação da taxa de alfabetização de pessoas de 15 anos ou mais e da taxa bruta de matrículas em relação à população de 7 a 22 anos de idade.
III. O indicador de renda do IDH é medido pelo Produto Interno Bruto (PIB), real per capita em dólares, segundo o critério de Paridade do Poder de Compra.
IV. O indicador de fertilidade do IDH é medido pelo número médio de filhos por mulher em idade de procriar, ou seja, considerado dos 15 aos 49 anos de idade.
V. O indicador de longevidade do IDH é medido pela esperança de vida ao nascer.

Marque a opção certa.

a) I e IV estão corretas.
b) II, III e V estão corretas.
c) III e IV estão corretas.
d) II , IV e V estão corretas.
e) I, III e IV estão corretas.

4- (UFMT-2013) A crise econômica, na qual a Europa se encontra, suscita uma série de análises como a que segue:

A crise por que passa a Europa é quase sempre apresentada em termos dos países que ganham ou perdem: quais Estados endividados foram lançados para a periferia, com uma correspondente perda de soberania; e quais os “membros centrais” da UE que, liderados pela Alemanha, mostraram sua força. Mas uma cisão demográfica potencialmente mais perigosa começa a se abrir na União Europeia: é a linha que divide não as nações individualmente, mas sim gerações inteiras. O novo estopim é o espectro do desemprego juvenil, que tem o potencial desestabilizador de colocar os europeus jovens contra os velhos, ou os “ricos” de hoje contra os “pobres” de amanhã. Por toda a Europa, há a sensação inevitável de que as leis demográficas estão se voltando brutalmente contra os jovens.

(Política Externa, março/abril/maio 2012.) Sobre a crise europeia, é correto afirmar:

a) A crise envolve aquelas nações periféricas, de economias mais precárias, deixando de lado os demais países-membros da União Europeia.
b) As maiores consequências socioeconômicas dessa crise são vividas pelos alemães e ingleses.
c) A crise colocará frente a frente os jovens, cujas perspectivas são pouco promissoras, e os idosos, que se beneficiam do Estado de bem-estar social.
d) A crise envolve principalmente o futuro e tende a se transmitir para as próximas gerações, o que explica o fato de a maioria dos países da UE estabelecer leis para reduzir a natalidade.
e) O desemprego juvenil é conjuntural e reflete a queda do nível de escolaridade em países como Noruega, Suécia e Finlândia.




AGENDA DO VESTIBULANDO

Fique ligado, para não perder os prazos de inscrição!!!!!!

UEM (Universidade Estadual de Maringá)
Vestibular de inverno:
Inscrições: já foram realizadas.
Provas nos dias: 20 a 22 de setembro de 2015

UNESP (Universidade Estadual Paulista)
Inscrições: 14 de setembro a 13 de outubro de 2015.
1ª fase: 15 de novembro
2ª fase: 13 e 14 de dezembro

Unioeste
Inscrições: deverão ocorrer entre agosto e novembro de 2015
Falta a definição das datas, devido o atraso no calendário letivo de 2015.

UFPR (Universidade Federal do Paraná)
inscrições: em agosto de 2015

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E também sugerindo assuntos de seu interesse para tratarmos em conjunto.
Contamos com você!!!
Equipe Mais Escola


PROJETO MAIS EDUCAÇÃO - COLÉGIO ESTADUAL TOMAZ EDISON DE ANDRADE VIIEIRA

O O Colégio Estadual Tomaz Edison iniciou este ano a proposta do Mais Educação onde os alunos de 6º ao 9º ano são oportunizados a terem educação em tempo integral.
O objetivo da proposta:
O Programa Mais Educação, instituído pela Portaria Interministerial nº 17/2007 e regulamentado pelo Decreto nº 7.083/10, constitui-se como estratégia do Ministério da Educação para induzir a ampliação da jornada escolar e a organização curricular na perspectiva da Educação Integral.
A escola dentre as propostas ofertadas atende os alunos com os seguintes projetos e atividades:
1-De acompanhamento pedagógico: Orientação de estudos e leitura;
2- De esporte e lazer: Voleibol;
3-De cultura e artes: pintura e dança;
4- De cultura digital: comunicação e uso de mídias.
Os horários de atendimento segue o cronograma abaixo:

HORÁRIO PARA A ESCOLA MAIS EDUCAÇÃO – MANHÃ
09:10 – ÀS 11:55 h
TURMA
SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
QUINTA
SEXTA
A
AC. PED.
VOLEIBOL
VOLEIBOL
DANÇA
AC. PED.
AC. PED.
DANÇA
DANÇA
INFORMÁTICA
VOLEIBOL
PINTURA
PINTURA
INFORMÁTICA
INFORMÁTICA
PINTURA
B
VOLEIBOL
AC. PED.
AC. PED.
AC. PED.
DANÇA
DANÇA
INFORMÁTICA
INFORMÁTICA
DANÇA
PINTURA
VOLEIBOL
VOLEIBOL
PINTURA
PINTURA
INFORMÁTICA

MAIS EDUCAÇÃO – TARDE
13:10 – ÀS 15:40 h
TURMA
SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
QUINTA
SEXTA
C
VOLEIBOL
VOLEIBOL
INFORMÁTICA
INFORMÁTICA
INFORMATICA
AC. PED.
DANÇA
DANÇA
VOLEIBOL
PINTURA
PINTURA
DANÇA
AC. PED.
AC. PED.
PINTURA
D
INFORMÁTICA
INFORMÁTICA
VOLEIBOL
AC. PED
AC. PED
INFORMÁTICA

VOLEIBOL
VOLEIBOL
DANÇA
DANÇA
DANÇA
PINTURA
PINTURA
PINTURA
AC. PED


A escola busca atender e proporcionar aos alunos todas as possibilidades para que estes avancem e tenham condições de intervir por meio do conhecimento na sua própria realidade e transformá-la.
Responsáveis pelo Mais Educação:
-Eudes ParizottoCangerana. (Diretora Auxiliar)
-Binoan da Silva (Pedagoga)
-Maria Inês dos Santos Agulhas (Pedagoga)
Professores:
- AdemarPereira de Macedo (Acompanhamento Pedagógico)
- Admilson Freire (Informática)
-Adriano Marzinek (Voleibol)
- Ana PaulaJaskiw (Acompanhamento Pedagógico)
- ShizueKume Romão (Pintura)
- Tatiane Carina Andrade (Dança)
- DenisePirolo (Voleibol)
- Romilda Furlan Cella (Acompanhamento Pedagógico)
- Patrícia Correia (Dança)
Monitoras:
- Mariana Barbosa dos Santos
- Luana da Silva Reis
- Isabela da Silva

O nosso agradecimento para a pedagoga Binoan da Silva, e a diretora auxiliar Eudes Parizotto, pela realização desta matéria.

ARTIGO SOBRE A DITADURA MILITAR


Artigo produzido pela professora de história, Sandra Maria Castanho.


Tortura: uma estratégia para coibir os adversários do regime militar
Sandra Maria Castanho
Resumo: Este artigo tem a finalidade de analisar as principais técnicas de tortura realizadas durante o período da Ditadura Militar. A tortura tornou-se um instrumento rotineiro nos interrogatórios sobre atividades de oposição ao regime, principalmente a partir do ano de 1964.
O Regime Militar foi instaurado pelo golpe de 1º de abril de 1964, como consequência direta de uma série de “tendências e contradições” que vinham acontecendo nos anos imediatamente anteriores. No plano político, o regime militar foi marcado pelo autoritarismo, pela supressão dos direitos constitucionais, pela perseguição política, prisão e tortura dos opositores e pela imposição da censura prévia aos meios de comunicação. Na economia há uma rápida diversificação e modernização da indústria e serviços, sustentada por mecanismos de concentração de renda, endividamento externo e abertura ao capital estrangeiro.
A equipe do “Projeto Brasil Nunca Mais”, coordenada pelo cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, da Arquidiocese de São Paulo, se encarregou de pesquisar todo o processo político do período ditatorial que compreende as décadas de 60 e 70, e seus aparatos repressivos, o que resultou em um livro que traz um relato histórico do que de fato acontecia nos bastidores do regime. O livro traz grandes revelações, apesar de não fazer uma análise aprofundada do tema, sendo contudo, de grande relevância para a aquisição de conhecimentos dos mais leigos no assunto.
São apontadas, no livro, entre outras coisas, as formas de tortura que eram utilizadas pelos carrascos da ditadura, um conjunto de práticas que quando não matava, deixava danos irreparáveis à psique humana, pois as lembranças do sofrimento jamais foram apagadas da memória de quem o viveu.
As sequelas deixadas pela tortura eram de tamanha dimensão que muitos presos desejaram-se levar pela morte para se livrar delas. Um caso que pode exemplificar bem a situação foi o do Frei Tito de Alencar Lima, que mesmo após escapar da morte numa tentativa de suicídio na prisão em 1970, enforcou-se anos depois, já no exílio, por não suportar as lembranças das brutalidades sofridas enquanto torturado.
Dom Paulo Evaristo Arns (1985) analisou o processo de tortura no Brasil, dizendo que está ocupou a condição de instrumento rotineiro nos interrogatórios sobre atividades de oposição ao regime, principalmente a partir do ano de 1964. A tortura foi um fator transformador do cotidiano da vida nacional, porque as estruturas do Estado passavam por um processo de endurecimento e exclusão do direito de participação popular da vida nacional, através de um poderoso sistema de repressão e controle. Em seu ponto de vista “a tortura, além de desumana, é o meio mais inadequado para levar-nos a descobrir a verdade e chegar à paz”. (ARNS, 1985, p.11).
Contrários aos princípios que regem os direitos humanos (estes princípios foram definidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada e adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em dezembro de 1948.), ao respeito à integridade física e moral do homem, militares brasileiros, nas décadas de 60 e 70, se transformaram em agentes implacáveis da prática repressiva, utilizando os mais sofisticados métodos de tortura importados dos países imperialistas, especialmente dos Estados Unidos. (HUGGINS, 1998)
Pau-de-arara, choque elétrico e afogamento foram algumas das torturas utilizadas para reprimir as manifestações e arrancar informações sobre as atividades de grupos e pessoas ligadas à oposição durante a ditadura militar. As ações “subversivas” se intensificaram, como se os militantes de esquerda nada temessem. Era o ápice da coragem de uma leva de cidadãos em sua maioria jovens, politizados ou em processo de politização, que se dispunham a tudo, até à morte, em defesa dos seus ideais.
Aprofundando a temática da tortura praticada durante a Ditadura Militar é conveniente analisarmos o artigo “A lógica da suspeição: sobre os aparelhos repressivos à época da ditadura militar no Brasil” escrito por Marionilde Dias Brepohl de Magalhães (1997). Neste artigo a tortura é destacada pela prática que constituiu o núcleo do sistema repressivo: de uma ação arbitrária por parte de alguns interrogadores, transformando-se em um método científico, criteriosamente planejado, com a finalidade de obter informações sobre atividades e/ou indivíduos considerados inimigos da nação.
Um eficiente mecanismo repressivo usado pelo regime militar foi a utilização de métodos que consistia na vigilância e controle cotidiano sobre a sociedade, conhecida como “comunidade de informações”. Em nome da Segurança Nacional, montou-se um complexo sistema repressivo para combater a subversão e reprimir preventivamente qualquer atividade considerada suspeita, por se afigurar como potencialmente perturbadora da ordem. (MAGALHÃES, 1997 ; ALVES, 1984).
Foi através dos aparatos repressivos das unidades de forças militares ou policiais que guardavam autonomia de ação entre si, que as ações eram ordenadas a partir de um núcleo central, o Serviço Nacional de InformaçõesSNI, criado em 1964. O SNI subordinava outros órgãos repressivos, como os centros de informações das três armas (CIEX, CINEMAR), a polícia federal e as polícias estaduais (como por exemplos os DOPS). Para integrá-los criou-se o Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna, DOI-CODI, oficializado em 1970, que congrega representantes de todas as forças policiais. Dotados de recursos financeiros e tecnológicos, as atividades do DOI -CODI eram planejadas e orientadas pela lógica da disciplina militar com propósitos de enfrentar agentes como uma guerra revolucionária.
Além disso, a seleção pessoal para compor os aparatos repressivos obedecia uma rígida hierarquia, onde o topo era composto pelo Presidente da República, tendo o Conselho de Segurança Nacional e a equipe executiva para garantir sua segurança. A esses eram subordinados os órgãos de repressão em todas as regiões do país, coordenados por militares. Eram assessorados por analistas de informações, vistos como a elite do sistema. Esses por sua vez recomendavam planos de ação e frequentavam a Escola Nacional de Informações.
Numa fase intermediária situava o interrogador, responsável pelos depoimentos. Na maioria das vezes eram executados por pessoas especializadas em empregar técnicas cansativas ao interrogado.
Na parte mais baixa da hierarquia seguiam os captores, que eram os policiais responsáveis pelo aprisionamento dos suspeitos. Paralelos a esses, existiam os informantes, que de acordo com sua competência ocupavam a função de analista, interrogador ou captor. Esses homens eram chamados de “fontes” e classificados em uma escala de seis níveis.
Portanto, entendemos que a tortura além de servir como técnica para obter algumas informações, servia também de instrumento para desmobilizar as oposições por meio de intimidação, atingindo além do indivíduo, que era submetido a interrogatórios, as demais pessoas de seu grupo, que logo ficava sabendo do acontecido.



Bibliografia
ALVES, M. H. M. Estado e Oposição no Brasil (1964 – 1984). 2º Ed. Petrópolis: Vozes, 1984.
ARNS, Dom Paulo Evaristo. Brasil Nunca Mais. 6a. Edição. Petrópolis: Vozes, 1985.
HUGGINS, M. K. Polícia e política: relações Estados Unidos/América Latina. Trad. de Lólio Lorenço de Oliveira. São Paulo: Cortez, 1998.
MAGALHÃES, M. D. B. A Lógica da Suspeição: sobre os aparelhos repressivos à época da Ditadura Militar no Brasil. Revista Brasileira de História. Vol. 17, No. 34. São Paulo: Anpuh/Humanistas,1997. p. 203-220.

 http://www.urutagua.uem.br//02sandra.htm